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O estudo epidemiológico nacional da enxaqueca, realizado pela Sociedade Brasileira de Cefaleia, revelou que mais de 3.800 pessoas na população brasileira, ou seja, 15,2%, têm enxaqueca, 13% de cefaleia tensional e 6,9% de cefaleia crônica diária.

A incapacidade causada pela  enxaqueca é um enorme problema de saúde que afeta mais de 30 milhões de americanos. As enxaquecas são uma das principais causas de problemas de saúde e de qualidade de vida reduzida.  Pessoas que sofrem com enxaquecas severas precisam de medicação regular para tentar prevenir as crises, além de medicamentos para tratar a crise, em si.

Tratamentos preventivos para enxaqueca têm como objetivo reduzir as crises de enxaqueca em até 50%. Há diferentes drogas, empregadas para esse fim. Todas com poder de causar efeitos colaterais.

O principal tratamento da enxaqueca é o preventivo. É no cérebro que acontece o disparo excessivo dos neurônios do sistema de dor, que com os tratamentos passam a ficar equilibrados. O tratamento base é não medicamentoso, com mudanças no estilo de vida, podendo ou não ser associado o tratamento medicamentoso.

A maioria responde com essa associação, porém um grupo chama a atenção na refratariedade ao tratamento, os portadores de cefaleia crônica diária. São estes os pacientes que apresentam dor de cabeça em 15 dias do mês, por pelo menos 3 meses seguidos. Representam 3-5% da população adulta e quando refratários ao tratamento clínico, ficam debilitados tanto quanto pacientes tetraplégicos ou demenciados.

Além dos medicamentos que podem ser utilizados na enxaqueca crônica diária, como anticonvulsivantes, antidepressivos e betabloqueadores, a toxina botulínica vem se apresentando como uma opção clínica em alguns casos selecionados. E uma nova opção vem se apresentando aos pacientes refratários, que não possuíam mais esperança no tratamento clínico. Novas oportunidades de tratamento surgiram com a cirurgia de neuromodulação, através do implante de eletrodos.

Cirurgia é opção terapêutica

“Em pesquisa recente, 125 pacientes com enxaqueca crônica diária, acompanhados por 1 ano foram submetidos à implante de eletrodo para estimulação do nervo occipital. A escolha deste ponto se baseia no fato de que o cérebro só consegue interpretar um estímulo por vez, por isso a dor melhora quando se esfrega a região que dói, após uma pancada. Portanto, quando se implanta um eletrodo que dá um estímulo elétrico num nervo da cabeça, a percepção da dor de cabeça pelo cérebro se reduz,”afirma o neurocirurgião Victor Barboza.

Os resultados são promissores, pois 67,9% dos paciente submetidos ao procedimento apresentaram alívio da dor, referindo-se ao procedimento como bom ou satisfatório. Como todo procedimento cirúrgico, existem riscos de complicações. Apesar de não serem graves ao ponto de gerar sequelas ou levar ao risco de morte, 7% dos pacientes necessitam de tratamento com hospitalização (por rejeição, infecção ou deslocamento do eletrodo).

“Estes novos dados fornecem fortes evidências de que a neuromodulação cirúrgica de nervos cranianos na enxaqueca pode eliminar com sucesso ou reduzir a frequência, a duração e / ou intensidade das enxaquecas com resultados duradouros”, observa o médico.

Importância do estudo

“As enxaquecas são extremamente incapacitantes e a opção cirúrgica oferece esperança para os pacientes com enxaqueca. Comparados com os estudos anteriores, estes novos dados fornecem fortes evidências de que a enxaqueca grave e seus sintomas dolorosos podem ser tratados com sucesso com a cirurgia, apresentando resultados duradouros”, destaca o neurocirurgião.

Cirurgia pode ser opção para enxaqueca grave
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