Muitos pacientes que sofreram um derrame sofrem de espasticidade nos membros superiores, incômodo que causa dor e comprometimento da função sensório-motora. Mas há maneiras de identificar esses pacientes, antes do tempo, para que eles possam obter tratamento o mais cedo possível. A conclusão é de um estudo sobre pacientes que sofreram um acidente vascular cerebral realizado em Gotemburgo, Suécia.

“A espasticidade e as complicações relacionadas são relativamente comuns após um acidente vascular cerebral, levando a uma menor amplitude articular, maior dor e menor sensibilidade no braço um ano depois do derrame”, explica o neurocirurgião Victor Barboza, que também é especialista em dor.

Um estudo realizado na Universidade de Gotemburgo, descobriu que a Escala de Avaliação de Fugl-Meyer -EFM, um teste sensório-motor realizado no primeiro mês após o AVC, prevê com um grau bastante elevado de precisão os pacientes que desenvolverão espasticidade dentro de um ano.

Função sensório-motora deficiente

Um total de 117 pacientes, com uma idade média de 67 anos, participaram do estudo. Todos eles haviam experimentado uma menor função sensório-motora nos braços, três dias após o primeiro acidente vascular cerebral. A função sensório-motora dos membros superiores, a espasticidade e a amplitude articular foram monitoradas no ano seguinte.

“Os achados sugerem que os exames sistemáticos da função sensório-motora podem identificar pacientes com risco de desenvolver espasticidade para que possam obter tratamento precoce. Oportunidades para minimizar a dor, a função prejudicada e outras repercussões da espasticidade devem ser aproveitadas”, defende o médico.

Espasticidade após AVC: testagem facilita triagem de pacientes
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