Exercícios no Tratamento de Epilepsia. A relação entre Epilepsia e Exercícios Físicos é uma das perguntas mais frequentes no consultório. E durante muito tempo, existiu uma ideia de que quem tem epilepsia precisa viver numa bolha, sem fazer esforço, para não “estressar” o cérebro.
Mas a medicina evoluiu, e hoje sabemos que o sofá pode ser muito mais perigoso do que a academia. Estudos sugerem que, para muitas pessoas, programas regulares de exercício são seguros e não pioram as crises, podendo até associar-se a melhor controle em alguns casos.
Neste artigo, compreenda quais as atividades mais indicadas para o seu caso, os cuidados e limites.
O exercício estimula substâncias como endorfina e melhora o estresse e a ansiedade, que em muitas pessoas funcionam como gatilhos de crise. Além disso, quando você abandona o sedentarismo, favorece:
Mas também há um grande benefício mental. O exercício devolve a sensação de controle. Você deixa de ser “o paciente” e passa a ser “o atleta”, mesmo que seja um atleta de caminhada no parque. Isso melhora a autoestima e evita condições como a depressão, que infelizmente afeta muitos pacientes com epilepsia.
Na verdade, o risco não está no exercício em si, mas no ‘onde’ e ‘como’ você o pratica. A Liga Internacional Contra a Epilepsia classifica os esportes por risco. Esportes de baixo risco incluem caminhadas, corrida e dança, enquanto esportes de alto risco envolvem atividades como escalada em altura, mergulho, esportes aquáticos motorizados ou em mar aberto. Mas também é importante considerar:
Se você está parado há muito tempo, o corpo vai reclamar no começo. É normal. Mas para quem tem epilepsia, existem alguns cuidados extras para que o treino seja efetivo. A primeira coisa é entender que cada pessoa é única. O que funciona para seu amigo pode não funcionar para você.
Seja qual for a prática que você escolher, lembre-se sempre:
A epilepsia é apenas uma parte da sua vida, ela não é a sua vida inteira. Ter esse diagnóstico não é uma sentença de que você precisa ficar parado no sofá vendo a vida passar. Pelo contrário, o movimento é vida, é saúde e é proteção para o seu cérebro.
Se você ainda tem medo ou insegurança sobre qual atividade escolher, não tente adivinhar sozinho. Converse com seu médico. Nós estamos aqui para avaliar como estão suas crises, ajustar seus remédios se necessário e dar o “ok” para você se exercitar com segurança. O importante é dar o primeiro passo. Seu corpo e sua mente vão agradecer.
Artigo publicado em 29 de mar de 2024 e atualizado em 6 de mar de 2026
Última data de revisão: s�bado, 07 de mar�o de 2026