Apesar de todos os avanços da medicina moderna, muitas são as condições que causam dor crônica. Atualmente, a dor crônica é a principal causa de incapacidade, como em casos do câncer, AIDS e outras enfermidades que acometem órgãos vitais. Sabemos que, em muitos casos, não se pode impedir que as dores se tornem crônicas e nos perguntamos se a dor crônica é emocional, um sintoma ou uma doença propriamente.

Quando não se pode curar, o alívio do sofrimento e o conforto são universalmente reconhecidos como os objetivos principais da medicina. O reconhecimento desta situação é a base da filosofia, ciência e prática da Medicina Paliativa, que está centrada em favorecer a autonomia do paciente, de forma planejada, continuada e técnica.

Compreendendo a Dor Crônica

A dor aguda é aquela que surge repentinamente e tem duração limitada. Geralmente, alerta o indivíduo sobre a existência de alguma lesão ou disfunção no organismo, como as provocadas por contusões, cólicas ou queimaduras.

Já a dor crônica é reconhecida após três meses de sofrimento e passa a ser danosa, mesmo que as causas já tenham sido removidas ou tratadas. Esta condição é um tipo de doença em que a dor fisiológica, protetora da nossa integridade física, mantem-se contínua e degradante para as atividades funcionais.

No geral, as dores iniciam-se a partir de aspectos biológicos, mas podem afetar o estado emocional do paciente. Isso ocorre porque, depois de vários meses sentindo aquela dor diariamente, mesmo se não houver mais nenhuma causa biológica para ela, pode ocorrer depressão, ansiedade e pânico.

A cronificação da dor depende de inúmeros fatores. Alguém que sofre intenso estresse social, por exemplo, não tem as mesmas condições de responder à dor da mesma maneira que uma pessoa que não se encontra nesta situação.

Porque Muitas Pessoas Acreditam que a Dor Crônica é Emocional

Além dos aspectos biológicos e psicológicos, a dor crônica pode afetar também a sociabilidade dos pacientes, pois muitos deixam de trabalhar, de viajar e até de sair de casa por conta dos incômodos constantes.

O maior “aliado” da dor crônica é o sedentarismo. Por isso, procure um especialista e não deixe de viver a vida normalmente. Exercite-se, viaje, volte ao trabalho e mantenha seus compromissos sociais.

Na dor crônica, os fatores relacionados à frustração e ao sentimento de impotência induzem o paciente a uma maior tendência à depressão e à ansiedade. Por este motivo, pode parecer que a dor crônica é emocional.

Mas isso não quer dizer que ela não exista. A dor psicológica existe porque, uma vez o sistema biológico ativado, ele se habitua em responder do mesmo jeito, porque foi condicionado. Na maioria dos casos, o sofrimento, a percepção da dor e o contexto social, se não alterados, irão retroalimentar este condicionamento e fixar cada vez mais a mesma resposta.

Abordagens Terapêuticas no Tratamento da Dor Crônica

Um dos fatores para o sucesso no tratamento da dor crônica é, depois de medicado, não deixar que ela seja maior do que você. Portanto, não deixe de viver a vida normalmente durante o tratamento. Exercite-se, viaje, volte ao trabalho e mantenha seus compromissos sociais.

A melhor arma para combater as dores crônicas continua sendo a prevenção. Se as pessoas começassem a se cuidar antes do problema aparecer, incluindo na rotina atitudes simples como uma postura correta ao sentar ou deitar, não ficar na mesma posição por muito tempo, sair do sedentarismo e sempre se movimentar, seria possível prevenir alguns tipos de dores e até mesmo reverter um quadro já estabelecido.

Ao modificar seus hábitos, no entanto, é recomendada uma avaliação médica para evitar danos à saúde, levando em conta o perfil e o histórico do paciente, para saber qual atividade é mais indicada. Está na dúvida sobre o seu tratamento da dor crônica? Marque uma consulta conosco e deixe-nos lhe ajudar.

A Dor Crônica é Emocional?
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