Medir a Intensidade da Dor adequadamente é fundamental para que o tratamento seja eficaz. A dor é definida como uma sensação desagradável causada por lesão tecidual real ou potencial e é classificada nos tipos neuropático, somático e visceral.
Características como gravidade, localização, duração e local de referência da dor são muito úteis no correto diagnóstico e tratamento da doença. O controle da dor no pronto-socorro, por exemplo, é uma das primeiras medidas a serem tomadas e, para esse fim, é utilizada uma ampla gama de medicamentos analgésicos, como AINEs, opioides e corticosteroides.
Para avaliar a taxa de sucesso e determinar a melhor medicação necessária para controlar a dor do paciente, é de grande importância o conhecimento da gravidade da dor. Atualmente, existem vários métodos para esta prática. Continue a leitura e conheça melhor como eles são realizados.
Com a evolução dos tratamentos para a dor ao redor do mundo, alguns hospitais já utilizam uma escala para identificar o seu nível no indivíduo, antes e depois de aplicar a terapia, e assim checar a sua evolução. Esta escala pode variar um pouco de região para região, mas sua lógica é sempre a mesma.
Por meio de uma fita ou faixa de papel contendo vários tons de uma mesma cor, partindo de uma sequência da mais clara para a mais escura, o paciente aponta qual a cor que representa o seu nível de dor. Essa mesma escala pode ser utilizada com números, que vão de zero a dez, ou mesmo por meio de ilustração de carinhas (do sorriso à careta).
A dor tem sido objeto de estudos científicos no mundo todo, tornando-se um constante desafio para médicos e profissionais que lidam com o problema. Cada vez mais eventos ligados a esta área da medicina têm servido de base para a troca de conhecimentos e informações, buscando avaliar o sofrimento humano e melhorar a qualidade de vida de inúmeros doentes.
Embora seja sinônimo de sofrimento, a dor é importante ao representar um alerta de que algo no organismo não está bem e comprometer a integridade física ou funcional do paciente. A Dor Pode ser Classificada em Dois Tipos:
Cada indivíduo pode sentir a dor de um modo diferente, e ter determinada tolerância a ela. Por este motivo é muito difícil conseguir quantificar a dor. Sua percepção insere características culturais, ambientais, de sexo, idade, entre outras.
A dor é o sintoma mais comum que os pacientes apresentam no hospital. Alguns fatores podem aumentar sua intensidade. Entre eles, estão os problemas psicológicos. Tanto que 20% dos pacientes que procuram tratamento médico não apresentam nenhuma doença. Suas dores são psicossomáticas, ligadas à ansiedade, à tensão ou ao excesso de trabalho.
Mas também existe o lado inverso: 90% dos pacientes portadores de dores crônicas acabam desenvolvendo algum problema psíquico.
A dor é multidimensional, portanto, a avaliação deve incluir a intensidade, localização, duração e descrição, o impacto na atividade e os fatores que podem influenciar a percepção da dor pelo paciente (fenômeno biopsicossocial). As influências que podem alterar a percepção da dor e as estratégias de enfrentamento incluem história/questões sociais, crenças culturais e religiosas, experiências anteriores de dor e a primeira experiência de dor.
Além disso, a resposta da família à dor do ente querido pode ter uma influência negativa ou positiva.
A terapia da dor chegou ao Brasil há mais de 25 anos. Felizmente, o conceito de a dor ser a parceira inseparável da doença deixou de ser aceito. Hoje há controle para os seus mais diversos tipos. Desde a enxaqueca, que atinge 1/5 da população mundial. Até as problemáticas dores crônicas que podem ser originárias de doenças mais sérias, como o câncer.
A cada dia que passa, a medicina está ganhando novos aliados com terapias alternativas que podem ajudar no tratamento. Alguns exemplos são a acupuntura, fisioterapia, fisiatria, entre outras.
Tratamento para Dor: Embora seja sinônimo de sofrimento, a dor é importante para dar um alerta de que algo no organismo não está bem. Marque sua consulta
Hoje, o método predominante de tratamento da dor no Brasil e no mundo ainda é o unilateral. Este método cuida do indivíduo em suas especificidades. Isso torna o tratamento, em sua grande maioria, ineficaz e muito caro. Isso porque o paciente retorna ao médico várias vezes, e em alguns casos, até sofre com cirurgias desnecessárias.
Estima-se que no Brasil cerca de 30% dos pacientes portadores de alguma dor crônica não realizam o seu tratamento de forma completa e eficaz. Especialmente no que tange a ingestão de medicamentos. Esse comportamento é o principal fator para a piora do quadro doloroso e o comprometimento da qualidade de vida.
É importante ter um compromisso com o tratamento multidisciplinar. Nesta abordagem, vários especialistas e terapias são aplicadas ao mesmo tempo ou em sequência. Este é o meio mais eficiente para garantir a regularidade das funções sociais do indivíduo.
A educação do paciente é essencial para o sucesso do tratamento da dor. Por isso, é fundamental que o paciente receba orientações claras sobre o funcionamento dos analgésicos, a necessidade de adesão ao tratamento e a importância de uma abordagem multidisciplinar para um controle mais eficaz da dor.
Artigo Publicado em: 2 de abril de 2017 e Atualizado em: 28 de fevereiro de 2025
Última data de revisão: domingo, 30 de mar�o de 2025