doenças da coluna

A coluna vertebral tem duas funções básicas. A primeira serve como eixo de sustentação da estrutura corporal, auxiliando também na realização dos complexos movimentos de flexão e extensão, assim como no sentido lateral e
rotacional.

A segunda função da coluna vertebral está relacionada com a condução das estruturas nervosas através do canal vertebral. As raízes nervosas são prolongamentos dos neurônios localizados na medula, que se estendem para as
diversas regiões corporais. Neste artigo, vamos conhecer algumas patologias que acometem esta estrutura fundamental em nosso organismo.

Hérnia de disco

O disco vertebral não tem poder de cicatrização, devido à ausência de circulação sanguínea em seu interior. Portanto, uma vez que o disco intervertebral rompa, fica comprometida a estabilidade desta unidade funcional que, progressivamente, reduz a sua capacidade de suportar cargas de pressão.

Este mecanismo se manifesta ao indivíduo na forma de cansaço, dores regionais segmentares no tronco ou dores irradiadas para os membros que se manifestam pelo processo inflamatório radicular.

Espondilólise

A Espondilólise pode ser definida como uma anormalidade estrutural da coluna, que corresponde a um defeito no segmento interarticular, causando uma perda de continuidade óssea nesta região. A Espondilólise geralmente é assintomática, mas pode gerar dor lombar profunda.

O tratamento é baseado na reabilitação do paciente, com a fisioterapia apresentando resultados satisfatórios. Nos casos em que a dor prejudica a realização dos exercícios de reabilitação, a infiltração radicular pode auxiliar, aliviando a dor neste primeiro momento e possibilitando a realização da fisioterapia.

Escoliose

A Escoliose é uma deformidade vertebral muito comum, definida como uma curvatura lateral da coluna, caracterizada por profundas alterações estruturais. Esta curvatura anormal da coluna muitas vezes está associada a rotação das vértebras. Dependendo do grau da escoliose, geralmente a partir de 60º, pode haver diminuição da capacidade da expansão torácica.

A maioria dos casos, principalmente nos adolescentes, tendem a ter origem genética. Algumas doenças neuromusculares, como a paralisia cerebral, também podem causar escoliose, além da degeneração assimétrica dos discos vertebrais, que podem gerar uma curva na coluna, resultando em uma forma de escoliose que afeta
geralmente os adultos.

A conduta para o tratamento varia de acordo ao grau da escoliose. Quando o desvio é em até 20º, é realizado o tratamento conservador, como orientação postural, natação e alongamento. Entre 21-50º, o tratamento ortopédico, com colete associado a fisioterapia é o mais indicado. E nos casos acima de 50º, é necessário uma intervenção cirúrgica.

Tratamento cirúrgico da escoliose

A terapêutica cirúrgica também é indicada para os casos de dor refratária a tratamento médico, défict neurológico maior ou progressivo, e agravamento documentado da deformidade e instabilidade vertebral.

A correção cirúrgica pode reduzir a curva da escoliose em aproximadamente 50%, dependendo da fase em que a escoliose é tratada, do grau da curvatura inicial e também da flexibilidade desta curva.

O procedimento cirúrgico normalmente é a artrodese, que envolve a utilização de substitutos ósseos para fundir as vértebras em uma posição mais reta e menos curvada da coluna. A evolução tecnológica tem aberto caminho a técnicas menos invasivas que permitem obter resultados mais satisfatórios em relação às técnicas tradicionais, minimizando a agressão cirúrgica.

Conheça as Principais Doenças da Coluna
Média 5 / 11 de Votos

Comente

Agendar
Consulta