Hospital - surgery team in the operating room or Op of a clinic operating on a patient, perhaps it's an emergency a assistant holding a cotton swap forceps

O cirurgião americano, que há mais de duas décadas, foi o pioneiro na cirurgia de estimulação cerebral profunda para tratar pessoas com doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento desenvolveu uma nova maneira de realizar a cirurgia que permite uma colocação mais precisa dos eletrodos cerebrais. A nova técnica é muito mais segura para os pacientes.

“O sucesso e a segurança da nova técnica cirúrgica podem ter amplas implicações para a terapia de estimulação cerebral profunda, ou DBS, uma vez que a técnica é  cada vez mais utilizada para ajudar com uma ampla gama de questões médicas, muito além da doença de Parkinson e dos tremores essenciais”, explica o neurocirurgião Victor Barboza.

A nova cirurgia também oferece outra vantagem distinta: os pacientes não precisam estar acordados durante a cirurgia para ajudar os cirurgiões a determinarem a colocação dos eletrodos. Um estudo detalhando a nova técnica cirúrgica foi publicado no Journal of Neurosurgery.

Segundo Kim Burchiel, autor principal do artigo, “a cirurgia permite a colocação extremamente precisa dos eletrodos e é mais segura. Os pacientes não precisam estar acordados durante o ato cirúrgico, o que significará que mais pacientes podem ser ajudados por esta cirurgia”.

A cirurgia de DBS foi realizada, pela primeira vez, na França, em 1987. Burchiel foi o primeiro cirurgião na América do Norte a realizar a cirurgia, como parte de um ensaio clínico aprovado pela Food and Drug Administration, FDA, em 1991.

A FDA aprovou a cirurgia para “tremores essenciais” em 1997 e para tremores associados à doença de Parkinson em 2002. A cirurgia tem sido realizada dezenas de milhares de vezes, ao longo da última década, nos Estados Unidos, na maioria das vezes para o tremor essencial e para a doença de Parkinson. Burchiel e sua equipe na já realizaram a cirurgia mais de 750 vezes.

“A cirurgia envolve a implantação de eletrodos de fios muito finos no cérebro, conectados a algo parecido com um marca-passo implantado no peito. O sistema então estimula o cérebro para, muitas vezes, reduzir significativamente os tremores. Nas últimas duas décadas, o paciente DBS foi obrigado a estar acordado durante a cirurgia para permitir que os cirurgiões determinassem através da monitorização dos sintomas do paciente e de outros feedbacks conscientes do paciente se os eletrodos foram colocados nos pontos certos no cérebro”, explica o neurocirurgião.

Esta forma tradicional da cirurgia tinha desvantagens. Muitos pacientes que poderiam ter se beneficiado não estavam dispostos a submeter-se a uma cirurgia acordado que poderia durar de 4 a 6 horas. Havia também uma pequena chance de hemorragia no cérebro quando o cirurgião colocava ou movia os eletrodos para o ponto certo no cérebro.

Mudanças na técnica

Segundo Victor Barboza, “a nova técnica utiliza os avanços no campo da imagem cerebral, ocorridos nos últimos anos, para colocar os eletrodos com mais segurança e com mais precisão do que na cirurgia tradicional DBS. A equipe cirúrgica utiliza a tomografia computadorizada durante a própria cirurgia, juntamente com uma ressonância magnética do cérebro do paciente, antes da cirurgia, para posicionar precisamente os eletrodos no cérebro, ao mesmo tempo em que busca a prevenção de hemorragias ou complicações decorrentes da inserção do eletrodo”, diz.

O artigo do Journal of Neurosurgery traz os dados de 60 pacientes que fizeram a cirurgia DBS, durante um período de 18 meses, no início de 2011. Os resultados apontam que o procedimento é seguro, que não houve nenhuma hemorragia ou complicações. E a precisão da colocação de eletrodos é relatada. Burchiel e sua equipe fizeram mais de 140 cirurgias com o novo procedimento desde que o estudo terminou.

Os resultados positivos com a nova técnica DBS podem ter ramificações em outros campos da pesquisa médica. A cirurgia tem se mostrado promissora em ensaios clínicos com pacientes de Alzheimer, com algumas formas de depressão e até mesmo com pacientes obesos. Se os primeiros resultados promissores para estas condições forem confirmados, o número de pessoas que podem ser candidatos à cirurgia DBS pode se expandir muito.

Cirurgia de estimulação cerebral profunda: nova técnica
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