Atuação da Neurocirurgia no Acidente Vascular Cerebral

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) também é conhecido como derrame, ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). Consiste numa disfunção neurológica que resulta na interrupção do abastecimento de sangue no encéfalo, sistema formado por vários órgãos que compõe a caixa craniana, como o cérebro, cerebelo, bulbo raquidiano, tronco cerebral, entre outros.
Os AVEs podem ser isquêmicos (por falta de sangue em alguma região do encéfalo) ou hemorrágicos (sangramento em algum ponto do encéfalo). Nos dois casos, ocorre um desabastecimento de sangue nesse conjunto de órgãos.

Existe diferença entre aneurisma e acidente vascular cerebral?

O acidente vascular cerebral (AVC) é caracterizado por um distúrbio na circulação cerebral, levando a uma redução de oxigênio nas células cerebrais adjacentes ao local. No AVC isquêmico, ocorre obstrução de um vaso sanguíneo e no AVC hemorrágico, ocorre sangramento cerebral, pelo rompimento de um vaso.
Já o aneurisma cerebral é uma dilatação anormal de uma artéria do cérebro, que pode levar à sua ruptura no local enfraquecido e dilatado. Neste caso, ocorre um AVC hemorrágico. Quando o aneurisma cerebral não rompe, pode haver formação de pequenos coágulos, levando a sintomas de AVC isquêmico.

Tratamento na fase aguda do AVC

Estão sendo desenvolvidos novos protocolos de tratamento para pacientes com AVC isquêmico, que poderão minimizar a possibilidade de sequelas.
A Trombectomia endovascular é um procedimento neurocirúrgico que, com o auxílio de um stent, retira o coágulo que está impedindo a circulação cerebral, com grande eficácia principalmente quando a oclusão aguda ocorre em grandes vasos, como a artéria carótida interna.
As recomendações das principais Sociedades Científicas de AVC já integram esta técnica na abordagem terapêutica do AVC isquêmico agudo, salientando que este seja realizado em centros diferenciados e que a decisão de trombectomia mecânica seja multidisciplinar, já que nem todos os pacientes são elegíveis para este tratamento.

Seguimento com os pacientes após a fase aguda

Mesmo que cada paciente tenha suas particularidades, as sequelas de um AVC prejudicam a capacidade física e também o estado emocional do paciente. Por isso, é tão importante reconhecer os principais sinais de alerta, para que o paciente seja atendido pela equipe médica, dentro da “janela terapêutica”.

Pessoas que tiveram um AVC necessitam de acompanhamento, a longo prazo, e monitoramento para garantir que eles adotem estratégias preventivas e controle adequado dos fatores de risco, além de terapia dirigida para otimização de suas atividades de vida diária, mobilidade, espasticidade, dor, continência, comunicação, humor e cognição.
Embora a reabilitação não recupere os danos cerebrais, ela pode melhorar consideravelmente a capacidade funcional levando a uma melhor qualidade de vida.

Atuação da Neurocirurgia no Acidente Vascular Cerebral
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