Angioplastia de Carótidas e Vertebrais

Neuromodulação pós-AVC

Angioplastia de Carótidas e Vertebrais

Trata-se de PROCEDIMENTO MINIMAMENTE INVASIVO dirigido, sobretudo ao tratamento de doença estenosante (promotora de estreitamento dos vasos) das artérias carótidas. A doença de carótidas é uma causa importante de acidente vascular cerebral isquêmico (derrame por fechamento de um ou mais vasos nutridores do cérebro) e de ataque isquêmico transitório ou AIT (situação em que a oclusão do vaso cerebral é transitória ou não definitiva e há reversão espontânea completa do quadro de derrame em 12 a 24 horas). A causa mais importante de doença estenosante é a arteriosclerose (depósito anormal de gordura na parede dos vasos).

Cerca de 20% das pessoas que apresentam AIT têm estenose de carótida com mais de 70% de redução do diâmetro interno da artéria. O tratamento da doença de carótida é muito importante para evitar ou reduzir as chances de ocorrência ou repetição destes problemas vasculares.

A principal causa de obstrução das artérias carótidas e vertebrais é a doença aterosclerótica. A aterosclerose é o acúmulo de placas ricas em gordura nos vasos e pode acometer qualquer artéria do corpo. Quando acomete as carótidas pode gerar o Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como “Derrame”.

A maioria dos pacientes com estenoses (estreitamentos) moderados não apresenta qualquer sintoma devido à adaptação de fluxo pela carótida contra-lateral e pelas artérias vertebrais. O grande problema das estenoses (estreitamentos) de artéria carótida é que as placas de ateroma são irregulares e podem apresentar também acúmulo de coágulos. Estes podem se desprender e serem carregados pelo sangue até o cérebro, aonde vão causar interrupções dos vasos cerebrais (Embolia Cerebral).

Outro problema freqüente é a oclusão (obstrução total) de uma artéria previamente estenosada, o que geralmente leva a quadros de isquemia cerebral mais graves e até irreversíveis.

Qual o Quadro Clínico?

No geral temos dois quadros clínicos que podem ser decorrentes de doença carotídea: o Ataque Isquêmico Transitório (AIT) e o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Ataque Isquêmico Transitório

O ataque isquêmico transitório ocorre devido ao desprendimento de placas ateroscleróticas ou de coágulos localizados na carótida, que então são carregados pelo sangue e vão se alojar numa pequena artéria no cérebro, obstruindo a chegada de sangue com nutrientes para o tecido cerebral, causando isquemia. Esses coágulos podem ser rapidamente dissolvidos pelo próprio organismo: o fluxo sangüíneo retorna adequadamente a essa área e se não houve morte cerebral os tecidos voltam ao normal. Os sintomas desaparecem em alguns minutos ou horas. Os pacientes voltam ao normal em menos de 24 horas. Geralmente ocorre paralisia e perda de sensibilidade na perna, braço ou face em apenas um dos lados (D ou E) por alguns minutos a até horas. Muitas vezes a função da fala é afetada.

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Ocorre quando o suprimento sangüíneo para uma área do cérebro é abolido definitivamente, sendo também popularmente conhecido como “derrame”. O coágulo não regride.

No AVC pode ocorre ou não uma melhora da sensibilidade e da movimentação após o quadro, sendo que esta melhora pode ser progressiva e lenta por meses após o mesmo.

O comprometimento clínico é variável, podendo ser leve (pequena diminuição de força) até severo (paralisia completa de um lado do corpo e perda da fala). Quando a área de isquemia é muito intensa, o AVC pode afetar regiões de controle vital (como a respiração) e o paciente pode não sobreviver ao quadro inicial. Estes pacientes necessitam de cuidados especiais, geralmente em hospital.

A cirurgia realizada para desobstrução da carótida após o AVC não tem a função de melhorar o quadro clínico que o paciente apresenta, mas sim evitar novos episódios.

Como é feita a Cirurgia?

Um cateter provido de um balão em sua extremidade , é introduzido através de uma artéria periférica ( femural , localizada na virilha ). Em seguida a ponta do cateter é posicionada no local da obstrução aonde o balão é inflado sob alta pressão. Finalmente , um stent é liberado nesse local , visando diminuir o risco de obstruções futuras ( reestenoses ).

O procedimento geralmente é realizado sob anestesia local, eventualmente por sedação ou com uma anestesia geral de curta duração. Em poucos dias , o paciente poderá retornar as suas atividades habituais.

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