A enxaqueca com aura é mais do que uma simples dor de cabeça. Ela vem acompanhada de sinais como flashes visuais, formigamentos ou dificuldade para falar, que podem transformar o dia em um desafio. Para muitos, medicamentos e mudanças no estilo de vida ajudam, mas cerca de 10-15% dos pacientes enfrentam crises refratárias, onde esses tratamentos não são suficientes.
Continue a leitura deste artigo para conhecer estratégias baseadas em evidências para o manejo da enxaqueca com aura, incluindo tratamento agudo e medidas preventivas.
A enxaqueca com aura é uma condição neurológica caracterizada por sintomas que precedem ou acompanham a dor de cabeça. A aura, que afeta cerca de 25% das pessoas com enxaqueca, ocorre devido a alterações temporárias na atividade cerebral.
A dor de cabeça, geralmente unilateral, surge após a aura e pode durar horas ou dias. A enxaqueca com aura é mais comum em mulheres e pode ser desencadeada por fatores como estresse, alterações hormonais, sono irregular ou certos alimentos.
Os sintomas da enxaqueca com aura variam, mas a aura é o que a distingue. Os sinais mais comuns incluem:
A fase da dor traz:
Nem todos os sintomas aparecem em todas as crises, e a intensidade varia. Em casos crônicos (mais de 15 dias por mês), o impacto na rotina pode ser significativo.
A causa exata da enxaqueca com aura não é totalmente conhecida, mas envolve alterações na atividade elétrica cerebral e no fluxo sanguíneo. Fatores genéticos desempenham um papel, com muitas pessoas relatando histórico familiar. Gatilhos comuns incluem:
Identificar gatilhos pessoais é essencial para prevenir crises.
O tratamento varia conforme a frequência e a gravidade das crises. Um neurologista pode recomendar:
Em cerca de 10-15% dos casos, quando medicamentos e mudanças no estilo de vida não funcionam, a neuromodulação pode ser uma opção. Técnicas como a Estimulação Magnética Transcraniana (TMS), não invasiva, ou a Estimulação do Nervo Occipital (ONS) podem reduzir crises em até 50% dos pacientes refratários, modulando a atividade cerebral.
Prevenir crises exige atenção aos gatilhos e hábitos saudáveis. Algumas medidas incluem:
A enxaqueca com aura aumenta levemente o risco de AVC isquêmico, especialmente em mulheres que fumam ou usam contraceptivos com estrogênio. É importante avaliar esse risco e ajustar o tratamento, como evitar certos medicamentos.
Cada caso de enxaqueca com aura é único. Um neurocirurgião pode avaliar sintomas, descartar outras condições (como problemas vasculares) e criar um plano personalizado, seja com medicamentos, mudanças no estilo de vida ou, em casos graves, neuromodulação. Essa avaliação é fundamental para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida.
Se você enfrenta enxaqueca com aura, não deixe as crises controlarem sua rotina. Agende uma consulta com um especialista e descubra como gerenciar os sintomas para viver com mais liberdade e bem-estar.
Artigo publicado em: 17 de nov de 2023 e atualizado em: 11 de jul de 2025
Última data de revisão: Saturday, 30 de May de 2026